quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Iniciando Turnê

Cansada de tanta vadiagem na internet, decidi fazer alguma coisa útil. Esses dias ouvi alguém dizer que certa pessoa conseguiu um estágio/emprego por que tinha um blog. E eu pensei: porra, já tive tantos blogs, flogs e afins e, justo agora que decido me livrar do vício, vem alguém e me faz matutar sobre minha decisão.

Acho digno que um blog seja importante pra quem pensa em seguir a carreira de redatora publicitária. E ainda simpatizo profundamente com a idéia de ficar me queimando em meus textos (e também meus parentes e amigos), como na maioria dos blogs que eu curto ler. É. Sempre gostei de escrever.

Desde pequena sempre tive muitos diários, agendas e caderninhos de anotações. Ainda tenho alguns guardados na minha casa, assim como uma caixa de bilhetinhos que eu e minhas amigas trocávamos em aula. Eram tantos assuntos para a vida de uma menina interiorana. Também tenho pilhas de cartas que trocava com meus amigos pelas cidades que eu já passei nessa minha vida nômade. E aquelas agendas... Ah, aquelas agendas. São um caminho de pólvora incendiando e, se um dia eu pegar alguém lendo, eu destruo a pó (embora eu tenha certeza que alguém lá em casa já leu).

Enfim, tudo que acontecia na minha vida eu costumava escrever ali. E o que não acontecia também. Porque nos dias que não tinha nada de bom pra contar, eu simplesmente ficava me lamentando, desenhando ou colava a uma foto do Ashton Kutcher/ Josh Hartnett na página inteira, junto com uns corações bregas. Sem falar nas listas de ficantes que tem na contracapa, ao lado de um quadrinho da Kiki da revista Capricho, que vivia passando o rodo em suas historinhas. Bom se fosse que nem a Kiki.

Foi aí que descobri esse tal de blog. E lá eu comecei a fazer meu diário virtual. Era tão fofo e tosco que eu sinceramente espero, no fundo da minha alma, que a Dona Internet já tenha censurado e interditado aquela página com vários avisos de: PERIGO, SE AFASTE. Tinha um template da Pucca e alguns posts do tipo “Oiiii gentiiiiim, só to dandu uma passadinha pra deixar um bejiiiiiiiiiiiinhuuu e contar sobre meu dia. Beijuuuuuuux”. Outra, não sei como o Seu Aurélio não censurou aquela página antes, porque era um estupro ao nosso belo português.

Mas eu consegui evoluir. No meu terceiro ano do ensino médio criei um blog para contar os ocorridos do dia a dia da turma e, principalmente, da noite a noite. Lá eu escrevia os podres de todo mundo e, postava as piores fotos que eu encontrava na minha câmera digital destruída por inúmeros tombos de pessoas alcoolizadas. Era divertido, as pessoas comentavam e riam de suas próprias peraltices, mesmo que não lembrassem delas.

Eu também tive um flog onde eu postava fotos e também, na maioria das vezes, queimava a galera “afu”. Mas acima de tudo, eu conseguia me queimar todo dia. Colocava cada foto que hoje tenho vergonha alheia de mim mesma. Costumava escrever igual minha prima Lavínia que está na primeira série. E se não bastasse, ainda recebia umas 200 visitas por dia e muitos comentários de pessoas falsas dizendo: “Ki fontinhu linda, beijux”.

Depois de toda essa minha jornada de escritora dos meus dilemas vividos, cá estou eu, mais uma vez, na tentativa de lançar um blog que não me queime tanto quanto os outros, e sim, que me ajude profissionalmente e humanamente. Escrever me faz um bem danado e, eu espero poder colocar de tudo nesse papel virtual. Mesmo que ninguém leia, me sinto bem em expressar o que eu penso. Melhor ainda se alguém ler. Elogiar e criticar também tá valendo. Vou tentar manter o nível, mas vou escrever sobre o que eu quiser, não me importando com o que os outros pensam. Quem tiver coragem, me acompanhe.

Sou Letícia Neubüser, 21 anos, estudante de Publicidade e Propaganda na UFPR (por enquanto). Sempre na luta com a criatividade. E escrever, faz parte.

Obs: espero que aqui eu também consiga aprender definitivamente como se usa o “porque/ porquê/ por que/ por quê”