quarta-feira, 4 de maio de 2011

GERAÇÃO Y

Foi lendo a revista Amanhã – Gestão, Economia e Negócios aqui na agência, que descobri que faço parte de um grupo social chamado CONSUMIDOR Y. Mais uma definição do quão estranhos podemos ser. O universo Y abrange cerca de 8 milhões de brasileiros, ou pouco mais de 4% da população.




Os jovens da geração Y passam o tempo todo conectados a internet. Usam e abusam da comunicação eletrônica e mantém um grande círculo de relacionamentos on-line. Tratam amigos, colegas, chefes, ou subordinados sem muitas deferências, estabelecendo com elas diálogos abertos, rápidos e informais. Também são imediatistas e estão dispostos a viver o “aqui e agora” – mesmo que as vezes, isso signifique deixar pra trás uma carreira promissora ou projetos que só dariam retorno a longo prazo. E que fique claro: eles não têm nenhum interesse de ficar por muito tempo no mesmo emprego, principalmente se a rotina desse emprego conflitar com o que eles consideram uma vida plena em autorrealização.

Veja se você se encaixa no perfil dos consumidores Y:




· Nasceram entre 1978 e 1990.
· É formado não só por consumidores de classe A, mas também por oriundos de classe B e C. Mais de um terço ganha de R$862 a R$ 1.317 por mês. Só uma minoria recebe salários maiores, entre R$3.944 e R$ 7.556 mensais.
· Lealdade as marcas é zero. Com idades que hoje variam entre 21 e 30 anos, eles formam um segmento de consumo aberto à experimentação e já habituado à obsolescência de produtos e serviços.
· Sabe claramente o que gosta e não gosta – é capaz de enumerar facilmente os atributos de um produto capaz de atrair sua atenção.
· Possui tendência a infidelidade. Não há como se manter no radar do consumidor Y sem um esforço constante de inovação e rejuvenescimento da marca.
· A Geração Y é a grande responsável por deflagrar o efeito “cauda longa”: em um mercado com acesso irrestrito a todos os tipos de produtos e serviços, as pessoas tendem a consumir menos os “hits” do momento e procurar mais as marcas de nicho.
· Não hesita em trocar marcas pop por outras mais alternativas, desde que as referências sobre elas também sejam boas.
· Os Ys dão muita importância ao que ouvem e lêem entre amigos e redes sociais.
· Possuem a necessidade de falar e ser ouvido. Se frustram facilmente quando percebem que são apenas “mais um” dentro da empresa.
· Para o consumidor Y, uma grife de valor não é necessariamente aquela que confere status e aceitação social.
· Um exemplo dessa tendência está na forma como se divertem: baladas, casas noturnas, restaurantes, bares e o encontro com os amigos.
· Não dão mais tanta importância ao que aparece nas mídias mais tradicionais. Em vez disso, prefere dialogar com os amigos e conhecidos e usar essa rede de contatos para se manter informados sobre o que realmente gostam. Notícias, opiniões, moda – tudo chega até eles por meio de uma complexa teia de informações.
· Conectividade: passam o tempo todo conectados – e usa seus contatos para saber tudo das marcas. Não tente enganá-lo: qualquer deslize pode cair na web.
· Individualidade: grudado ao fone de ouvido, o consumidor Y está disposto a viver em um mundo só seu – com suas músicas, suas cores, seu estilo. Às vezes, ele passa a impressão de estar isolado. Mas é só impressão.
· Compartilhamento: os Ys querem ser ouvidos o tempo todo. Querem mostrar do que são capazes, relatar suas experiências em tempo real e receber feedbacks rápidos – não só de amigos mas também de marcas.
· Autenticidade: o consumidor Y tem um estilo próprio e está disposto a mantê-lo sempre – inclusive no trabalho. As marcas que ele escolhe podem até ser desconhecidas, mas dizem claramente quem eles são.
· Desenvolvimento: eles querem crescer rápido no ambiente de trabalho, sem abrir mão da qualidade de vida. E não hesitam em trocar de crachá quando se deparam com empresas avessas a colaboração a ao diálogo.
· Os jovens da geração Y só conseguem se sentir verdadeiramente motivados com aquilo que tem propósitos nobres.
· As cinco características consideradas essenciais pelos Ys em um produto ou serviço: “ter um estilo próprio”, “me fazer feliz”, “ser atual” “ser real / autêntico” e, finalmente, “ser único”.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Passado Negro

Cansada dos trabalhos da faculdade, vou escrever sobre algo que eu realmente gosto: CINEMA.


Tenho ouvido muito sobre a queda de locações de filmes, que a Blockbuster e demais grandes vídeo locadoras estão falindo. Acho uma pena, se realmente estão, porque eu curto muito todo o processo de ir até a locadora e perder algum tempo vendo as prateleiras, analisando as capas e não lendo as sinopses. Pra mim isso é uma arte, tradição passada de pai pra filha. Se depender de mim, as vídeo locadoras nunca vão falir.

Acho que já disse isso, mas eu não leio sinopse e tenho um enorme PAVOR de spoiler´s e comentários sobre os filmes que eu ainda não vi. Considero isso crime, não vale, simplesmente não dá.

Voltando. Como curto muito alugar uns DVD´s, ontem acabei alugando uns 7. A maioria de séries, alguns que eu já vi... Sim, eu amo assistir coisas que eu já assisti, pra gravar bem. Mas peguei um filme só: The Runaways – Garotas do Rock.

Sim, é exatamente o que parece. Eu procurava um filme pra esvaziar a cabeça, simplesmente deitar e assistir. Por que não alugar um com uma bandinha de rock feminina, mesmo se tratando de uma cinebiografia da Cherie Currie e da Joan Jet, que são interpretadas por, ninguém mais, ninguém menos que Dakota Fanning e Kristen Stewart, respectivamente. A vampira má e a tonta da Bella que quer se tornar uma vampira, na saga Crepúsculo, mas não vem ao caso nesse post.

Eis que me espanto. Pensei que o filme seria uma merda, mas achei irado. As duas mandaram bem demais na interpretação. Kristen conseguiu excluir seu vasto repertório de SEM SEMBLANTE pra tudo que ela vê e encarnou uma verdadeira “bitchsexual”. Sim, porque nos outros filmes, se ela vê um vampiro ou uma vaca dançando ela faz a mesma cara, sem semblante. Já a Dakota, mandou bem demais na transição de uma menininha de família para aquilo que a Cherie Currie se tornou na flor dos seus 16 aninhos.

Espero que todos aqueles, que criticam jovens atores e músicos iniciantes, assistam The Runaways. Aqueles que sabem dosar sucesso e aprendizado no início da carreira são os que continuarão fazendo sucesso daqui pra frente. Ninguém sabe tudo quando começa. E quem nunca começou, não sabe NADA. Então, a todos os críticos da Kristen Stewart e todo elenco de Crepúsculo, vocês vão morder a língua depois. E olha que eu não sou muito fã dela não, ela é chata pra carvalho.

Enfim, muitos antes criticados, hoje fazem muito sucesso e protagonizam os melhores filmes de Hollywood. Leonardo DiCaprio é um que já foi muito zoado e ficou famoso só depois do Titanic.


Sandra Bullock é outra, conseguiu ir de Velocidade Máxima à Miss Simpatia até o Framboesa de Ouro ao Oscar, no mesmo ano.

Nem precisamos ir tão longe para obter mais exemplos. É só olhar pra Fernanda Souza e pro Bruno Gagliasso que fizeram Chiquititas no SBT. Hoje são grandes atores globais, e eu arrisco dizer que o Gagliasso ta entre os melhores da televisão brasileira (Tarso feelings).

Quem não tem vergonha do passado negro? Mas como eu sempre digo: ainda bem que a gente melhora com o tempo.

terça-feira, 2 de março de 2010

Kings são Kings

Foi nesse carnaval que Kings of Leon caiu na boca dos baladeiros e raver´s, com a versão eletrônica de Use Somebody.
Me intriga ter a certeza de que a maioria nem imagina que eles sejam uma banda de rock, com personalidade e de muito sucesso nas comunidades alternativas.
É triste. É simplesmente triste quando uma coisa que era especial para você vire banalidade. Por outro lado, bom para o ‘Kings’ que será reconhecido pela massa rave´r ao redor do mundo.
Hã? Isso poderia ser considerado bom para uma banda desse gênero? Do rock alternativo, de garagem, ou seja lá o que for, para as pistas de baladas eletrônicas?
Conheci Kings of Leon há um bom tempo atrás, quando eu era muito viciada (e continuo sendo) em Everclear. Em minha opinião, essas duas bandas são consideradas, junto com Strokes, Beatles, entre outras, as melhores bandas do século. E o que mais chama minha atenção nessas bandas é o estilo único. E estilo em todos os sentidos. Nada com um rocker com estilo, do cabelo estilo The Strokes até as sobreposições de jaquetas e cangurus do “Kings”.

Costumava ser uma defensora da música boa, sem rótulos. Mas Kings of Leon é Kings of Leon. E eu achava bem bom quando a galera da comunicação cantava nas Vinhadas junto com os Extintores (banda de rock dos meus colegas). E achava melhor ainda ir para as baladas e perceber que existem músicas bem melhores, com muito mais conteúdo sendo cantadas no Cacos por gente que entende.A versão eletrônica é legal, mas seria válido que as pessoas soubessem que a versão original é muito¹²³ melhor. Acreditem, já discutiram comigo que “Kings of Leon é um Dj e não uma banda, sua loira burra!”

http://www.youtube.com/watch?v=LWhairF_DS8&feature=channel

E ainda existem outras versões, que considero demais. Ambas com voz e violão. Uma delas é a do Paramore, essa Haylay Williams canta muito.

http://www.youtube.com/watch?v=qXk_KVNfInU

E a outra é da Pixie Lott que canta pop, R&B ou soul (algo do gênero) e conseguiu fazer uma versão digna de Use Somebody. Convenhamos, ela apavorou.

http://www.youtube.com/watch?v=y5o8L-Or0O4&feature=related

Mas é isso. É bom ser reconhecido. Quando o negócio é bom, a tendência é que rode o mundo. Só espero que com isso o “Kings” não decaia, como aconteceu com Good Charlotte e The Wonders, depois da fama repentina com a massa destruidora de carreiras. (Haha, sensacionalismo)

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Estereótipo praiano.

Carnaval acabou, as férias também. Cá estou eu novamente, escrevendo com o intuito de entrar definitivamente no ano, e tirar esse blog das férias. Por isso, nada como começar escrevendo sobre alguns acontecimentos das férias. Isso mesmo, bem ao estilo da lição de casa da segunda série: Minhas férias!

Eu viajei praticamente as férias inteiras. Fim de ano com a família, formatura do irmão, inúmeras festas e reencontros com os amigos do sul, casamento, praia com a família, um pulo em Curitiba, carnaval na praia novamente...

E nas minhas duas idas pra praia, eu, meus irmãos e alguns amigos costumávamos freqüentar outras prainhas, com menos gente, ou melhor, com mais gente jovem. Então, fui mais de uma vez pra uma praia que frequento desde alguns anos atrás. A praia já foi roots, quase ninguém conhecia. Aí colocaram um bar lá. Mas não um botequinho de areia. Um bar estilo balaaada. Aí já viu né...

A praia que já foi roots estava abarrotada e gente. O bar na beira da praia espalha guarda-sóis brancos, juntamente com cadeiras para deitar de madeira com almofadas brancas, sem esquecer das mesinhas. Sim, até aí, até parece um bar de praia normal. O que muda é o Dj, que toca músicas eletrônicas o dia inteiro, sem interrupção. Não tenho nada contra músicas eletrônicas. Já gostei bem mais, agora só gosto. Mas não é a música que mais me intriga. Deus que me perdoe, mas os estereótipos estão aí para serem observados.

O que mais me intriga, são as pessoas. Não somente pelo estereótipo de pessoas que escutam música eletrônica e vão à raves e afins. Mas pela atitude das pessoas. Dentro do bar, e também na areia, homens e mulheres com corpos definidos desfilam pela praia. Claro, sempre tem uma gordinha de fio dental e um gordinho de sunga branca no meio, mas a maioria é sarada e bem bonita. Enfim, as pessoas literalmente desfilam na areia. Na maioria dos copos se vê Absolut com Red Bull, Grey Goose com Sac Sac Grape Juice (é, aquele suco de uva coreano com as uvas dentro) ou champagnes. As pessoas praticamente não conversam, simplesmente deitam em suas cadeiras bicando seus copos enquanto observam a vida alheia (como eu fiz). Muita gente encontrava-se muito alterada, pensando que estavam na ilha do Lost com a Xuxa e o Muçum dos Trapalhões. E não era só Grey Goose não.

Eu não sou uma pessoa que possui um estilo e que só freqüenta coisas que correspondem ao mesmo. Eu costumo ir a tudo, sou eclética e vários estilos me agradam. Mas confesso que me senti perdida, desconcertada. Como sempre publicitária, observei o público e percebi várias coisas esquisitas. Quem chega com um isopor e senta na canga já é mal encarado. E pior, as pessoas são julgadas pela bebida que tem na mesa. Não importa se está com um balde de cerveja, ou uma cerveja sequer. Porque a moda agora é tomar Absolut e Grey Goose. Maconha na praia é coisa do passado. A moda agora é fritar na luz do dia. Também é costume simplesmente abanar para os conhecidos. Não existe mais a manha da boa vizinhança.

Não julgo ninguém pelas atitudes. Cada um faz o que quer. Só acho estranho como as coisas mudam, e as pessoas junto com elas. Acho estranho quando amigos dos seus amigos chegam à sua mesa só porque você está sentado num bom lugar, escora seu balde sem cumprimentar ninguém, e depois sai, levando o balde sem dizer tchau. Acho estranho que o que já foi “estereótipo de praia”, como a cervejinha gelada e o reggae, não exista mais em muitos lugares. Acho estranho me sentir estranha num lugar tão legal, que eu me divertiria bem mais, se não fosse tão estranho. Simplesmente me sinto vazia e burra, como se os bons e velhos costumes tivessem sumido. Não são mais as pessoas que ditam as modas, mas as modas que ditam as pessoas enquanto elas nem percebem. Uma incrível necessidade do ser humano de parecer o que não é. Ou a necessidade freqüente de parecer um babaca.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Criticando críticos

Janeirão bombando calor. Com a galera viajando prefiro ficar em casa no ar condicionado, assistindo filmes. Depois de uma semana indo e vindo da locadora com filmes meia boca (porque quase todos os bons eu já assisti), não posso deixar de ponderar minhas horas perdidas com um monte de MERDA!
O casamento de Rachel. Eis aqui o motivo de minha revolta.



Não compreendo onde guardo tanta ignorância quando não consigo concordar com os nobres críticos de cinema, os quais dizem que esse é “O melhor filme do ano!”. Eu não gosto de ler sinopse, justamente para não criar pré conceitos. Normalmente escolho o filme pela capa de maior bom gosto, e até costumo confiar nas frases do The Times, em negrito nos layouts. Mas parece que ultimamente é melhor confiar nas capas que não tem diabos de frase nenhuma! Vou ter que começar a ler as sinopses e resenhar elas durante a escolha do filme para não precisar sofrer tanto depois!
Ok, ok. Menos, menos.
O filme é basicamente isso: uma viciadinha egocêntrica que matou o irmão menor num acidente, sai da clínica de reabilitação para comparecer ao casamento da irmã egocêntricazinha mais velha. Elas brigam entre si, com o pai, a mãe e as cadeiras e os pratos e com o carro também. E SÓ!
Pronto, não acontece mais naaada! Eles ficam metade do filme brindando!
E ainda mais.Nada como uma cena bizarra pra completar um roteiro ruim: o pai da noiva egocêntricazinha aposta com o futuro marido da filha quem consegue colocar mais louça na lavadora em menos tempo! Tudo isso enquanto um idiota toca violino na cozinha e um monte de abobados ficam batendo palmas e gritando, numa espécie de incentivo! QUE FUCKING PORRA IS ESSA? E essa cena durou uns 15 minutos, no mínimo. O que, no meu nível de estresse, se transformaram em 47,5 minutos, exatamente.
Eu me revirava no sofá como Michael Jackson se revira no caixão dançando moonwalk, enquando minha irmã não se conformava e minha prima se rachava de rir na frente do PC.
Por isso continuo dizendo: “essas gentes tá ficando tudo louca!”
Esses diretores andam fumando um enquanto os nobres críticos se acabam no LSD.
Por favor minha gente. Faço um apelo a todos que curtem um bom filme: um pouco de noção.
Certa vez um colega que respeito, e cujo tal eu costumava entrar em conflitos de opinião semanalmente (haha, mas na paz), discutíamos (pra variar) sobre o filme publicitário do Spacefox.
É, aquele do meio cachorro meio peixe. O tal filme ganhou vários prêmios publicitários, e eu, mera estudante de publicidade resolvi me manifestar em meu Twitter dizendo:
“Cachorro-peixe do Space Fox premiado no Festival de Londres? Se a gente faz isso é desencannes [2] http://bit.ly/tVS2i” (o vídeo está aí)
Pra que. Fui chamada de cadela vaca pra baixo! Me falaram que eu só podia estar louca, que o cachorro peixe era do caralho, que era pra mim assistir de novo até eu gostar... E esse meu colega ,cujo eu muito debatia, me disse no calor da discussão:

- Não entendo. Se os melhores CARAS DA PROPAGANDA acham esse filme do caralho, como TU pode não gostar?

Ui, essa feriu. Traduzindo, ele me mandou procurar outra profissão, já que eu não consigo gostar do cachorro peixe. Então, eu respondi:

- Ah, então vou me jogar no poço, já que não consigo concordar com os grandes publicitários. Muá huá huá.

Continuei dizendo que não gostava, mas claro, pra não morrer, eu tive que admitir que o filme era uma superprodução. E é mesmo. É uma produção do caralho. Até tenho inveja da trilha sonora escolhida. Eu até já tinha reservado ela pra um filme que eu fosse criar um dia... E também tive que admitir que o cachorro peixe nem era tão nojento assim. Ele até era fofinho. Mas acima de tudo, não mudei minha opinião. Conforme minha carga cultural que carrego com muito esforço, não considero esse filme muuuuuito bom, como todo mundo que baba ovo dos CARAS DA PROPAGANDA.
O casamento de Rachel é mais um exemplo disso. Não é porque os nobres críticos de cinema dizem que o filme é o melhor do ano, que de fato, ele é. Não é porque o caras da propaganda dizem que o cachorro peixe é um conceito do caralho, uma idéia divina, que de fato, ela é. Pelo menos pra mim.
É bom você também conseguir ser um crítico, e não só ir na onda dos outros que julgam saber de tudo.
Mas devo concordar com meu pai. Os americanos sabem tudo de fazer filme, mas na hora de criticar, fiquem quietos.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Iniciando Turnê

Cansada de tanta vadiagem na internet, decidi fazer alguma coisa útil. Esses dias ouvi alguém dizer que certa pessoa conseguiu um estágio/emprego por que tinha um blog. E eu pensei: porra, já tive tantos blogs, flogs e afins e, justo agora que decido me livrar do vício, vem alguém e me faz matutar sobre minha decisão.

Acho digno que um blog seja importante pra quem pensa em seguir a carreira de redatora publicitária. E ainda simpatizo profundamente com a idéia de ficar me queimando em meus textos (e também meus parentes e amigos), como na maioria dos blogs que eu curto ler. É. Sempre gostei de escrever.

Desde pequena sempre tive muitos diários, agendas e caderninhos de anotações. Ainda tenho alguns guardados na minha casa, assim como uma caixa de bilhetinhos que eu e minhas amigas trocávamos em aula. Eram tantos assuntos para a vida de uma menina interiorana. Também tenho pilhas de cartas que trocava com meus amigos pelas cidades que eu já passei nessa minha vida nômade. E aquelas agendas... Ah, aquelas agendas. São um caminho de pólvora incendiando e, se um dia eu pegar alguém lendo, eu destruo a pó (embora eu tenha certeza que alguém lá em casa já leu).

Enfim, tudo que acontecia na minha vida eu costumava escrever ali. E o que não acontecia também. Porque nos dias que não tinha nada de bom pra contar, eu simplesmente ficava me lamentando, desenhando ou colava a uma foto do Ashton Kutcher/ Josh Hartnett na página inteira, junto com uns corações bregas. Sem falar nas listas de ficantes que tem na contracapa, ao lado de um quadrinho da Kiki da revista Capricho, que vivia passando o rodo em suas historinhas. Bom se fosse que nem a Kiki.

Foi aí que descobri esse tal de blog. E lá eu comecei a fazer meu diário virtual. Era tão fofo e tosco que eu sinceramente espero, no fundo da minha alma, que a Dona Internet já tenha censurado e interditado aquela página com vários avisos de: PERIGO, SE AFASTE. Tinha um template da Pucca e alguns posts do tipo “Oiiii gentiiiiim, só to dandu uma passadinha pra deixar um bejiiiiiiiiiiiinhuuu e contar sobre meu dia. Beijuuuuuuux”. Outra, não sei como o Seu Aurélio não censurou aquela página antes, porque era um estupro ao nosso belo português.

Mas eu consegui evoluir. No meu terceiro ano do ensino médio criei um blog para contar os ocorridos do dia a dia da turma e, principalmente, da noite a noite. Lá eu escrevia os podres de todo mundo e, postava as piores fotos que eu encontrava na minha câmera digital destruída por inúmeros tombos de pessoas alcoolizadas. Era divertido, as pessoas comentavam e riam de suas próprias peraltices, mesmo que não lembrassem delas.

Eu também tive um flog onde eu postava fotos e também, na maioria das vezes, queimava a galera “afu”. Mas acima de tudo, eu conseguia me queimar todo dia. Colocava cada foto que hoje tenho vergonha alheia de mim mesma. Costumava escrever igual minha prima Lavínia que está na primeira série. E se não bastasse, ainda recebia umas 200 visitas por dia e muitos comentários de pessoas falsas dizendo: “Ki fontinhu linda, beijux”.

Depois de toda essa minha jornada de escritora dos meus dilemas vividos, cá estou eu, mais uma vez, na tentativa de lançar um blog que não me queime tanto quanto os outros, e sim, que me ajude profissionalmente e humanamente. Escrever me faz um bem danado e, eu espero poder colocar de tudo nesse papel virtual. Mesmo que ninguém leia, me sinto bem em expressar o que eu penso. Melhor ainda se alguém ler. Elogiar e criticar também tá valendo. Vou tentar manter o nível, mas vou escrever sobre o que eu quiser, não me importando com o que os outros pensam. Quem tiver coragem, me acompanhe.

Sou Letícia Neubüser, 21 anos, estudante de Publicidade e Propaganda na UFPR (por enquanto). Sempre na luta com a criatividade. E escrever, faz parte.

Obs: espero que aqui eu também consiga aprender definitivamente como se usa o “porque/ porquê/ por que/ por quê”